Coringa é melhor que Marvel

Coringa é pesado? | Crítica

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Coringa é pesado? | Crítica

Com toda a certeza, Coringa era um dos filmes mais aguardados do ano, talvez pelo legado de Heath Ledger, pela complexidade do personagem nas HQs e/ou pelo fato dele ser um vilão, algo que muitos filmes como Esquadrão Suicida e Venom deixaram a desejar. Mas Coringa é pesado mesmo?



Coringa é pesado, talvez o filme de quadrinhos mais pesado de todos os tempos, talvez um dos filmes mais pesados de todos os tempos. Coringa é um estudo de caso, é a construção do maior vilão do Batman (e da cultura pop). É impossível Coringa não ser pesado se tratando de um personagem tão complexo. A produção de Todd Phillips e a interpretação de Joaquin Phoenix não é apenas uma inspiração, mas o personagem é exatamente igual a sua representação em A Piada Mortal, HQ escrita por Frank Miller, levando tudo do palhaço do crime para as telonas, todos os trejeitos, psicopatia, sociopatia, crueldade e como The Dark Knight definiu, o agente do caos.



Assim como A Piada Mortal, a pessoa que não possui compreensão para camadas e ambiguidade, não vai entender a grandiosidade e perfeição do personagem, podendo sair do cinema sem entender 90% do filme, ou até mesmo, não gostar dele. Neste caso, o problema não é a produção, já que assim como a HQ já citada, ele possui uma perfeição técnica impressionante, então fica a dica, se não entender o filme e/ou A Piada Mortal, busque aumentar a sua bagagem cultural e reveja/releia até notar isso, cujo contrario, estará perdendo muito.



Coringa não é um filme para quem está acostumado com a formula Marvel, e nem com a da DC, ele não é algo infantil, Coringa é pesado, denso, tenso e caótico. O roteiro não se prende a tramas secundarias, o foco é um e só um, é uma visão que te faz entender o personagem, mas ainda assim, discordar completamente dele, além de temê-lo. Ao transportar exatamente o Coringa das HQs para esse universo, o filme ganha muito, podendo mostrar a complexidade do vilão. Além disso, a produção não se agarra a contar uma origem definitiva, deixando muitas coisas ambíguas, assim como em A Piada Mortal, assim, a origem do personagem é a que você quiser, é todas e nenhuma ao mesmo tempo, e esta é a graça do Coringa.


Coringa é pesado? | Crítica
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Joaquin Phoenix entrega uma atuação memorável, sendo todas as facetas complexas do Coringa, sendo o palhaço sem graça que facilmente usaria o gás do riso ou acertaria o Batman com uma luva de box, ao caótico que faria a atrocidade a Barbara Gordon (Batgirl). Joaquin entrega com maestria a complexidade do personagem, a um nível muito acima do aguardado, graças a ele, Coringa é pesado não só em roteiro, mas o próprio olhar do personagem já deixa isto claro.

A fotografia é muito propicia, juntamente com a trama, ela cresce. No inicio o filme usa cores como verde e azul, mostrando o abandono e tristeza. Mas à medida que o Coringa chega ao seu ápice, tons de amarelo trazem uma alegria perturbado ao longa.

Se o filme perde algo, é na autenticidade. Todd Phillips se inspirou muito em produções como Taxi Driver e O Rei da Comedia, fazendo a participação do Robert De Niro ser bem justificada, além disso, o diretor emula muito bem a identidade do Scorsese, e mesmo que isto seja fenomenal, acaba mostrando que o diretor não tem uma personalidade própria neste tipo de produção, entretanto, não estraga nada no filme.

Coringa é pesado? | Crítica
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Coringa é pesado, sim! Porque o personagem pede isso. Sua interpretação é quase impossível de não gostar, e se não gostar, pode ser uma prova de que não entende a grandiosidade do personagem. Coringa é facilmente uma das melhores produções do ano, se não for a melhor.

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Publicado por Luan Souza

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